BTLG11 reforça foco em ativos logísticos e gera lucro de R$27 mi com desinvestimento estratégico
O fundo imobiliário BTG Pactual Logística (BTLG11) anunciou nesta sexta-feira (19) a conclusão da venda dos edifícios WT Morumbi e Work Bela Cintra, ambos localizados em São Paulo. A operação marca um movimento estratégico importante: com essa transação, o BTLG11 encerra definitivamente sua exposição ao segmento de imóveis corporativos, reforçando seu foco exclusivo em ativos logísticos, conforme já sinalizado pela gestão desde a aquisição do portfólio do Santander Renda de Aluguéis (SARE11) em outubro do ano passado.
Contexto e estratégia do fundo
A venda dos dois edifícios resultou em um montante de R$ 560,5 milhões para o fundo, gerando um lucro aproximado de R$ 27 milhões — o equivalente a cerca de R$ 0,49 por cota. Desde a aquisição dos ativos do SARE11, a administração do BTLG11 deixou claro que a presença de imóveis corporativos não estava alinhada à estratégia central do fundo, que prioriza investimentos no setor logístico. Por isso, os ativos foram rapidamente direcionados para um processo de desinvestimento, com o objetivo de otimizar o portfólio e realocar recursos para oportunidades mais aderentes à tese do fundo.
Impacto financeiro e operacional
A conclusão da venda só foi possível após a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e o não exercício do direito de preferência pelos locatários, etapas essenciais para garantir a segurança jurídica e a liquidez da operação. Com a saída dos imóveis corporativos, o BTLG11 fortalece sua posição de caixa e avança em uma etapa relevante do planejamento financeiro, especialmente no contexto das movimentações envolvendo os ativos adquiridos do SARE11.
Projeções e análise de mercado
O desinvestimento reforça o compromisso do BTLG11 com sua estratégia de longo prazo, focada em ativos logísticos, segmento que segue em alta demanda no mercado imobiliário brasileiro. A operação também contribui para a eficiência do portfólio e pode gerar impactos positivos para os cotistas ao longo de 2026, tanto em termos de distribuição de resultados quanto de valorização das cotas.
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