Bancos reforçam potencial de valorização e crescimento operacional da Embraer no setor aeroespacial global
O início de 2026 marca uma convergência rara entre grandes bancos de investimento brasileiros em relação à Embraer (EMBR3).
Tanto o BTG Pactual quanto o Itaú BBA enxergam na fabricante de aeronaves um caso de fortalecimento operacional e potencial de valorização, tornando a empresa protagonista nas carteiras recomendadas para quem busca exposição ao dólar e ao setor aeroespacial global.
Contexto e recomendações dos bancos
O Itaú BBA mantém sua recomendação de Outperform (compra) para a Embraer, com preço-alvo de R$ 100,50 para 2026. O banco destaca o momento robusto da companhia em todas as frentes de negócios, reforçando a confiança no ciclo de crescimento da empresa. Já o BTG Pactual vai além: posiciona a Embraer como sua principal alternativa para investidores que desejam se beneficiar da valorização do dólar, ressaltando o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado global de aviação.
Estratégia de resultados e desempenho operacional
Os analistas do BTG lembram que, historicamente, manter ações da Embraer antes da divulgação dos resultados do quarto trimestre — período de pico de entregas — tem sido uma estratégia vencedora. O último trimestre de 2025 reforçou esse padrão, com entregas que superaram as expectativas do Itaú BBA: foram 85 aeronaves, com destaque para a aviação executiva. Apesar de a divisão comercial ter ficado levemente abaixo do ponto médio das projeções anuais, o desempenho geral foi considerado sólido.
Ano estelar e mudanças estruturais
O relatório do BTG Pactual classifica 2025 como um "ano estelar" para a Embraer. O período foi marcado por vendas recordes na aviação comercial, contratos relevantes no segmento de Defesa e uma presença destacada em eventos internacionais, como o Paris Air Show. Mesmo diante de desafios, como as novas tarifas de importação impostas pelos EUA, a Embraer conseguiu manter entregas sólidas e ampliar sua presença global.
Transformação no modelo de retorno
O ponto central da análise do BTG está na percepção de uma mudança estrutural no modelo de retorno da Embraer. A companhia, segundo o banco, entrou em uma fase de monetização de plataformas já consolidadas, o que permite aumentar a rentabilidade sem a necessidade de grandes investimentos em novos programas de aeronaves. Esse novo ciclo pode sustentar margens mais elevadas e gerar valor consistente aos acionistas.
Para investidores atentos ao setor aeroespacial e à dinâmica cambial, acompanhar o desempenho da Embraer pode ser decisivo. A ferramenta de Ações da AUVP Analítica oferece uma visão detalhada dos indicadores fundamentalistas da Embraer e de outras empresas do setor, facilitando a análise comparativa e a tomada de decisão estratégica.