Banco promove mudanças na diretoria e subsidiárias para restaurar confiança e transparência
O BRB (BSLI4) inicia uma profunda reestruturação em sua diretoria, buscando fortalecer sua governança corporativa em meio a investigações da Polícia Federal que abalaram a reputação do banco.
O movimento ocorre após o banco ser citado em operações suspeitas envolvendo o Banco Master, que teria criado carteiras de crédito falsas e vendido para outras instituições financeiras. O BRB (BSLI4) , segundo a PF, teria injetado R$ 12,2 bilhões nessas operações, levantando sérias dúvidas sobre seus processos internos e controles de risco.
Contexto e impacto das investigações
A repercussão das investigações levou ao afastamento temporário do então presidente Paulo Henrique Costa e do diretor-financeiro Dario Oswaldo Garcia Junior, por decisão da Justiça Federal de Brasília. Diante da gravidade do cenário, o governo do Distrito Federal optou por uma mudança definitiva no comando, nomeando Nelson Antônio de Souza como novo presidente do banco. A posse de Souza, no final de 2025, marca o início de uma nova fase para o BRB, com foco em transparência, resultados e alinhamento estratégico.
Renovação da diretoria e reforço na governança
O novo presidente já anunciou uma renovação ampla na diretoria, trazendo profissionais reconhecidos por sua experiência e capacidade de entregar resultados. Entre os nomes confirmados estão Hugo Andreolly, que assume a Diretoria de Negócios Digitais após uma trajetória de destaque no próprio BRB, e Janiele Queiroz Mendes Caroba, advogada de carreira da Caixa Econômica Federal, que passa a liderar a Diretoria Executiva de Gestão de Pessoas. Essas escolhas refletem o compromisso do banco em fortalecer pilares como governança, inovação e gestão de pessoas.
Mudanças estratégicas em subsidiárias
A reestruturação não se limita à matriz. O BRB também promoveu alterações no comando de suas subsidiárias, como a Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (BRB DTVM), agora sob liderança de Mario Ferreira Neto, e a financeira BRB CFI, presidida por Fabiano Nogueira Alves. Novos diretores também foram nomeados para áreas-chave, reforçando a busca por eficiência operacional e maior controle interno.
Processo de aprovação e próximos passos
O banco destacou que todas as indicações seguirão rigorosamente o rito de governança, aguardando aprovação do Banco Central e, no caso das subsidiárias, sabatina pela Câmara Legislativa. Enquanto isso, funções estratégicas serão exercidas interinamente por executivos já em atuação, garantindo continuidade administrativa.
Perspectivas para o BRB
A reestruturação do BRB sinaliza ao mercado e aos investidores um esforço concreto para restaurar a confiança e consolidar o banco como parceiro estratégico do Distrito Federal. O compromisso com transparência, governança e resultados será fundamental para superar o impacto das investigações e reposicionar a instituição no cenário financeiro nacional.
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