Produção diária alcança 82.961 boe/d, maior média trimestral do ano no setor de óleo e gás
Brava Energia (BRAV3) divulga dados preliminares de produção de setembro de 2026
A Brava Energia (BRAV3) divulgou ao mercado seus dados preliminares e não auditados de produção referentes a setembro de 2026, consolidando um desempenho robusto no setor de óleo e gás. A companhia alcançou uma produção diária total de 82.961 barris de óleo equivalente (boe/d), resultado que impulsionou a média do terceiro trimestre para 82.387 boe/d — a maior do ano até o momento, superando os números dos dois trimestres anteriores.
Contexto e evolução da produção
O avanço da Brava Energia reflete uma estratégia bem-sucedida de diversificação e eficiência operacional. No terceiro trimestre, a média de produção superou os 81.685 boe/d do segundo trimestre e os 75.999 boe/d do primeiro, evidenciando uma trajetória de crescimento consistente. Esse desempenho reforça a posição da companhia entre as principais produtoras independentes do país, em um momento de alta competitividade no setor.
Destaques dos campos offshore e onshore
A produção offshore manteve-se como carro-chefe do portfólio, com 53.155 boe/d em setembro e média trimestral de 52.674 boe/d. Já os campos onshore contribuíram com 29.806 boe/d no mês, fechando o trimestre com média de 29.713 boe/d. Essa divisão estratégica entre operações marítimas e terrestres permite à Brava Energia mitigar riscos e capturar oportunidades em diferentes ambientes produtivos.
Desempenho por ativos e segmentos
No segmento de petróleo, a produção atingiu 64.160 barris por dia em setembro, elevando a média trimestral para 63.362 bbl/d. O ativo Potiguar se destacou ao registrar 19.415 bbl/d no mês, impulsionado pelo aumento da reinjeção de vapor, que elevou a média do trimestre para 19.245 bbl/d. O campo de Atlanta, com participação majoritária da Brava, produziu 23.778 bbl/d em setembro e média de 24.362 bbl/d no trimestre, enquanto Papa-Terra, beneficiado pelo início do poço PPT-52, somou 10.202 bbl/d no mês.
Outros ativos relevantes incluem Parque das Conchas, com 7.875 bbl/d em setembro, Recôncavo (2.622 bbl/d) e o polo Peroá + Manati + Pescada, que juntos somaram 268 bbl/d. Esses resultados demonstram a capacidade da Brava Energia de extrair valor de um portfólio diversificado, maximizando a produção em diferentes frentes.
Gás natural: liderança e reinjeção
Na produção de gás natural, a companhia registrou 18.800 boe/d em setembro, com média trimestral de 19.026 boe/d. O polo Peroá + Manati + Pescada liderou o segmento, respondendo por 8.622 boe/d no mês. O Recôncavo também teve papel relevante, com 6.086 boe/d em setembro, sendo que 28% desse volume foi reinjetado, estratégia que contribui para a sustentabilidade dos campos.
O polo Potiguar, foco de destaque, registrou 1.683 boe/d em setembro, enquanto Atlanta, Parque das Conchas e Papa-Terra apresentaram desempenhos sólidos no segmento de gás, reforçando a diversificação da matriz energética da Brava Energia.
Análise e perspectivas
O desempenho consistente da Brava Energia em 2026 evidencia a eficácia de sua gestão operacional e a capacidade de adaptação frente aos desafios do setor. O crescimento da produção, aliado à diversificação de ativos e à adoção de práticas sustentáveis, posiciona a companhia de forma estratégica para capturar oportunidades em um mercado cada vez mais exigente.
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