Richard Kovacs assume e prioriza redução da dívida e potencial recompra de ações para acionistas
Transição na liderança da Brava Energia (BRAV3)
A Brava Energia (BRAV3) está prestes a passar por uma importante transição em sua liderança, com a chegada de um novo CEO que promete intensificar o foco na alocação de capital e na geração de valor para os acionistas. A mudança ocorre após a renúncia de Décio Oddone, que esteve à frente da companhia desde sua criação, resultado da fusão entre 3R Petroleum e Enauta em 2024. Durante sua gestão, Oddone priorizou a eficiência operacional e a redução da alavancagem financeira, pilares fundamentais para o fortalecimento da petroleira em um cenário de alta competitividade no setor de energia.
Agora, o comando será assumido por Richard Kovacs, atual presidente do Conselho de Administração e figura próxima aos principais acionistas da Brava. Kovacs deve manter o rigor operacional, mas com um olhar ainda mais atento à estrutura de capital e à maximização do portfólio de ativos. Em reunião recente com analistas, o novo CEO destacou a importância de destravar valor para os acionistas, sinalizando que a recompra de ações pode ser mais eficiente do que o pagamento de dividendos no momento, especialmente diante da cotação atual dos papéis. No entanto, Kovacs reforçou que a prioridade segue sendo a redução da alavancagem, com a meta de levar a relação dívida líquida/EBITDA para abaixo de 1,5x – um avanço significativo frente aos 3,4x registrados no início de 2025 e aos 2,3x do terceiro trimestre do ano passado.
A estratégia de desalavancagem, segundo analistas, não apenas reduz custos e alonga prazos de dívida, mas também abre espaço para aquisições estratégicas e investimentos em momentos oportunos do ciclo do petróleo. Kovacs também deixou claro que a Brava não terá dogmas na gestão de seu portfólio, indicando abertura para desinvestimentos em ativos não essenciais ou mesmo vendas parciais, sempre com o objetivo de fortalecer a estrutura financeira e reduzir riscos. Rumores recentes sobre o interesse da Eneva em ativos de gás da Brava foram descartados pela companhia, mas o movimento reforça a atenção do mercado para possíveis operações de M&A.
A avaliação dos principais bancos de investimento é de que a troca de comando não representa uma ruptura, mas sim um aprofundamento da estratégia atual, com potencial para acelerar oportunidades de fusões e aquisições e promover uma gestão de carteira mais ativa. O alinhamento entre acionistas e gestão é visto como um passo positivo, enquanto o legado operacional de Oddone é reconhecido como fundamental para a consolidação dos campos de Atlanta e Papa-Terra.
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