Parceria visa fortalecer cadeias produtivas e ampliar comércio bilateral para US$ 20 bi até 2030
Em um movimento estratégico que reforça o protagonismo do Brasil no cenário global de minerais críticos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, formalizaram neste sábado (21) um acordo bilateral voltado à cooperação em minerais essenciais e terras raras. O anúncio, realizado durante a visita de Lula à Ásia, ocorre em um momento de crescente demanda internacional por insumos fundamentais para tecnologias de ponta, como veículos elétricos e painéis solares.
Contexto e relevância do acordo
O Brasil detém as segundas maiores reservas mundiais de minerais críticos, posicionando-se como um player estratégico para a transição energética global. A Índia, por sua vez, busca diversificar suas fontes de suprimento e fortalecer sua produção interna, mirando maior autonomia em setores de alta tecnologia. O acordo firmado amplia a colaboração entre os dois países, promovendo investimentos, transferência de tecnologia e iniciativas conjuntas para o desenvolvimento sustentável desses recursos.
Impacto para a transição energética e cadeias produtivas
Durante o anúncio, Lula enfatizou que a parceria representa um avanço significativo na agenda bilateral, especialmente no contexto da transição energética e das energias renováveis. O presidente destacou que ampliar investimentos e cooperação em minerais críticos está no centro do acordo, alinhando-se à Aliança Global para Biocombustíveis e à busca por soluções inovadoras para a agenda climática. Modi, por sua vez, ressaltou a importância do pacto para a segurança das cadeias produtivas, classificando-o como um passo fundamental para construir cadeias de suprimento resilientes e menos vulneráveis a choques externos.
Perspectivas para o comércio bilateral
Além do foco mineral, os líderes discutiram o fortalecimento das relações comerciais. Em 2025, o comércio entre Brasil e Índia superou US$ 15 bilhões, consolidando o Brasil como principal parceiro comercial da Índia na América Latina. A meta estabelecida é ambiciosa: elevar o fluxo bilateral para US$ 20 bilhões até 2030, impulsionando setores estratégicos e ampliando oportunidades para empresas de ambos os países.
Análise AUVP Analítica
A formalização deste acordo sinaliza uma tendência de maior integração entre mercados emergentes na disputa por protagonismo em cadeias globais de valor. Para investidores atentos ao setor de mineração, energia e tecnologia, o movimento pode abrir novas frentes de negócios e parcerias, além de potencializar empresas brasileiras com exposição a minerais críticos.
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