Crescimento de 2,4% previsto, com destaque para supermercados, eletroeletrônicos e vestuário
A Black Friday de 2025 promete estabelecer um novo marco no varejo brasileiro, com projeções que apontam para um volume recorde de vendas.
Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a expectativa é que o evento movimente R$ 5,4 bilhões, representando um crescimento de 2,4% em relação a 2024 e quase triplicando o resultado registrado em 2010, quando a campanha foi introduzida no país. Esse desempenho consolida a Black Friday como a quinta data mais relevante para o comércio nacional, ficando atrás apenas do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.
Cenário macroeconômico e desafios competitivos
Apesar do otimismo, o potencial de crescimento poderia ser ainda maior se não fossem os entraves impostos pelos juros elevados e pela concorrência acirrada de plataformas internacionais como Shein, Shopee e AliExpress. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, destaca que a recente desvalorização do dólar contribui para o controle da inflação, mas, ao mesmo tempo, estimula o aumento das remessas de produtos do exterior para o Brasil. Tadros também ressalta que, mesmo com a implementação da chamada "taxa das blusinhas", as varejistas nacionais ainda enfrentam desvantagens tributárias em relação aos concorrentes estrangeiros.
Por outro lado, a queda do dólar tem efeito positivo sobre os preços internos, favorecendo o consumo doméstico. Além disso, a resiliência do mercado de trabalho brasileiro oferece suporte adicional ao varejo, criando um ambiente propício para resultados positivos durante a Black Friday.
Setores em destaque e projeções de faturamento
A análise da CNC aponta que hiper e supermercados devem liderar as vendas, beneficiando grandes grupos do setor como GPA, Assaí e Grupo Mateus. Segmentos de eletroeletrônicos, móveis e eletrodomésticos também devem registrar forte demanda, impulsionando empresas como Magazine Luiza e Casas Bahia. O setor de vestuário, calçados e farmácias, representado por nomes como Renner, C&A, Azzas, RD Saúde e Pague Menos, aparece como outro destaque relevante para o período.
Em contrapartida, segmentos como comércio automotivo, lojas de materiais de construção e postos de combustíveis tendem a apresentar pouca variação nas vendas durante a Black Friday, segundo a CNC.
O faturamento estimado para cada segmento reforça a importância estratégica da data para o varejo: hiper e supermercados devem movimentar R$ 1,32 bilhão; eletroeletrônicos e utilidades domésticas, R$ 1,24 bilhão; móveis e eletrodomésticos, R$ 1,15 bilhão; vestuário e acessórios, R$ 950 milhões; farmácias, perfumarias e cosméticos, R$ 380 milhões; e livrarias, papelarias, informática e comunicação, R$ 360 milhões.
Perspectivas para investidores e análise de oportunidades
O cenário de crescimento da Black Friday em 2025 reforça a relevância do varejo brasileiro como vetor de oportunidades para investidores atentos às tendências de consumo e à performance das empresas listadas na bolsa. A dinâmica entre fatores macroeconômicos, competitividade internacional e comportamento do consumidor será determinante para identificar os vencedores do período.
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