Mercado Livre, Magazine Luiza, C&A e outras apostam em descontos agressivos e parcerias estratégicas
A Black Friday de 2025 promete ser um marco para o varejo brasileiro, com projeção de movimentar cerca de R$ 5,4 bilhões em vendas, segundo estimativas do setor. O evento, marcado para sexta-feira, 27 de novembro, já mobiliza as principais empresas listadas na B3, que apostam em descontos agressivos e estratégias inovadoras para conquistar o consumidor em um cenário econômico desafiador.
Contexto e expectativas do mercado
Mesmo diante de uma economia que apresenta sinais de desaceleração, o otimismo predomina entre varejistas e analistas. Grandes redes como Casas Bahia, Magazine Luiza e C&A preparam ofertas que chegam a 80% de desconto, além de disponibilizarem mais de R$ 1,2 bilhão em crédito para facilitar as compras. O objetivo é claro: impulsionar o consumo e ampliar a participação de mercado em um dos períodos mais aguardados do ano.
A diversificação das ofertas é outro destaque. Além dos tradicionais eletroeletrônicos, móveis e vestuário, hipermercados e farmácias também intensificam suas promoções, aproveitando a tendência dos brasileiros de utilizar a Black Friday para repor estoques domésticos e adquirir itens essenciais.
Estratégias e apostas das empresas da B3
No universo das companhias listadas na bolsa, algumas se destacam como potenciais vencedoras do evento. O Mercado Livre, por exemplo, é apontado por analistas como uma das principais apostas, especialmente após investir quase US$ 19 milhões em cupons e promoções – o maior aporte já feito pela empresa para a Black Friday, superando inclusive concorrentes globais como a Amazon.
A parceria estratégica entre Casas Bahia e Mercado Livre, iniciada em novembro, amplia o alcance das ofertas e reforça a presença digital das marcas. Já o Magazine Luiza, tradicional protagonista da data, fortaleceu sua posição ao anunciar uma colaboração com a Americanas, mirando o crescimento das vendas online.
No segmento de vestuário, nomes como C&A, Renner, Azzas e Grupo SBF (dono da Centauro) figuram entre as preferências do mercado, enquanto redes de farmácias como a Raia Drogasil apostam no aumento da demanda por produtos de higiene e cosméticos.
Impacto nas ações e perspectivas para investidores
Apesar do volume expressivo de vendas esperado, especialistas alertam que o impacto imediato da Black Friday nas ações das varejistas tende a ser limitado. O verdadeiro reflexo desse desempenho só deve ser percebido nos resultados consolidados do quarto trimestre, quando o mercado poderá avaliar com mais precisão o efeito das estratégias adotadas.
Para investidores atentos às oportunidades do varejo, acompanhar o desempenho dessas empresas e analisar os resultados trimestrais será fundamental para identificar tendências e potenciais valorizações.
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