Projeções indicam crescimento na produção de minério de ferro e metais básicos até 2035, com foco em ESG e rentabilidade.
Bank of America reforça confiança no plano de crescimento da Vale (VALE3)
O Bank of America reforçou sua confiança no plano de crescimento da Vale (VALE3), mantendo a recomendação de compra para as ações da mineradora. Em relatório recente, o banco projeta que a produção de minério de ferro da companhia deve alcançar entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas em 2026, com expectativa de avanço gradual até cerca de 360 milhões de toneladas em 2030. Essa perspectiva positiva se reflete na manutenção do preço-alvo de US$ 17 para as ADRs da Vale negociadas nos Estados Unidos, destacando a combinação de escala, qualidade dos ativos e disciplina estratégica da empresa.
O relatório do Bank of America ressalta que, nesse patamar de produção, a divisão de minério de ferro — responsável por aproximadamente 80% da receita líquida da Vale — poderá responder por cerca de 20% do mercado global de exportações marítimas da commodity. Diferentemente de alguns concorrentes, a mineradora brasileira tem priorizado a estratégia de “valor acima de volume”, ajustando o mix de produtos para preservar margens e garantir maior rentabilidade.
Além do minério de ferro, o banco chama atenção para o papel crescente dos metais básicos na estratégia de longo prazo da Vale. Atualmente, a produção anual de cobre gira entre 350 mil e 380 mil toneladas, representando cerca de 9% da receita total. O objetivo da companhia é ambicioso: dobrar esse volume até 2035, impulsionada pela demanda estrutural ligada à transição energética e à eletrificação global.
No segmento de níquel, que hoje responde por aproximadamente 7% da receita, o Bank of America estima uma produção anual entre 175 mil e 200 mil toneladas. O foco da Vale nesse negócio está menos em expansão agressiva e mais na estabilização operacional, com a meta de atingir equilíbrio de caixa até 2027.
Outro ponto de destaque no relatório é o avanço da Vale em sua agenda ambiental, social e de governança (ESG). O banco cita a continuidade dos pagamentos de reparação e indenização pelos rompimentos de Mariana e Brumadinho, o progresso na descaracterização de barragens de rejeitos e a redução dos níveis de emergência. Esses fatores, segundo o BofA, vêm contribuindo para a melhora gradual do perfil de risco da companhia e reforçam a atratividade das ações no longo prazo.
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