Empresa anuncia bonificação de ações e busca maior governança para valorizar acionistas
A Axia Energia, anteriormente conhecida como Eletrobras, está no centro das atenções do mercado após anunciar planos ambiciosos para distribuir até R$ 39,9 bilhões de suas reservas de lucros aos acionistas. A estratégia, que visa maximizar o valor entregue aos investidores, também pode abrir caminho para a entrada da companhia no Novo Mercado da B3, segmento reconhecido pelos mais altos padrões de governança corporativa.
Distribuição de Reservas e Bonificação de Ações
O plano da Axia consiste em capitalizar suas reservas de lucro por meio da emissão de ações bonificadas, que serão distribuídas gratuitamente aos acionistas. Essas novas ações, de uma classe preferencial transitória, poderão ser resgatadas pelo valor das ações ordinárias ou convertidas em ações ordinárias até 2031. A distribuição será proporcional à participação de cada investidor no capital social da empresa.
Além disso, os detentores de ações preferenciais receberão um papel adicional, resgatável de forma imediata e compulsória, garantindo um provento 10% superior ao dos acionistas ordinários. Segundo a companhia, a proposta busca permitir a distribuição total ou parcial das reservas de lucro, que somavam R$ 39,9 bilhões em setembro de 2025.
A medida, no entanto, ainda depende da aprovação dos acionistas em assembleia marcada para o dia 19 de dezembro. O mercado acompanha de perto, já que a decisão pode impactar diretamente o perfil de remuneração e a estrutura de capital da Axia.
Migração ao Novo Mercado: Governança em Foco
Em paralelo, a Axia anunciou a retomada dos estudos para migrar ao Novo Mercado da B3. A proposta de bonificação está alinhada a esse movimento, pois as novas ações preferenciais terão direito a voto e serão transitórias, com previsão de resgate ou conversão em ações ordinárias até 2031.
O Novo Mercado exige que as empresas tenham apenas ações ordinárias, com direito a voto, o que implica a necessidade de conversão das atuais ações preferenciais (AXIA5 e AXIA6) em ordinárias (AXIA3). Esse processo, já observado em outras companhias do setor elétrico, como a Copel, reforça o compromisso da Axia com práticas de governança mais robustas e transparência para o investidor.
Perspectivas para o Investidor
A movimentação da Axia sinaliza uma busca ativa por maior eficiência na alocação de capital e valorização do acionista, ao mesmo tempo em que prepara terreno para um novo patamar de governança. Para quem acompanha o setor elétrico e busca oportunidades em empresas em transformação, a evolução desse processo será fundamental para decisões de investimento.
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