Mineradora anuncia pagamento de US$ 0,66 por ação e destaca crescimento de receita e Ebitda ajustado
A Aura Minerals (AURA33) anunciou uma nova distribuição de dividendos, reforçando seu compromisso com a remuneração ao acionista mesmo diante de um cenário de resultados financeiros desafiadores.
O Conselho de Administração aprovou o pagamento de US$ 0,66 por ação ordinária, totalizando cerca de US$ 55,1 milhões, valor que será creditado em dólares norte-americanos no dia 18 de março de 2026. Para os investidores que possuem BDRs (Brazilian Depositary Receipts), o valor será de US$ 0,22 por BDR, já que cada ação ordinária equivale a três BDRs. O pagamento para esses investidores está previsto para ocorrer até 26 de março de 2026, em reais, conforme a cotação do período.
Contexto e impacto para o investidor
A decisão da Aura Minerals (AURA33) de manter a distribuição de dividendos mesmo após registrar prejuízo líquido de US$ 19,8 milhões no quarto trimestre de 2025 chama atenção do mercado. O resultado negativo reverte o lucro de US$ 16,6 milhões do mesmo período do ano anterior, evidenciando os desafios enfrentados pela companhia. Ainda assim, a receita da mineradora avançou expressivos 88% em 12 meses, atingindo o recorde de US$ 321,6 milhões, impulsionada principalmente pelo aumento no volume de vendas.
Análise dos resultados ajustados
Apesar do prejuízo contábil, ajustes realizados pela empresa — que desconsideram perdas não caixa com operações de hedge de ouro, no valor de US$ 81,7 milhões — apontam para um lucro ajustado de R$ 73,3 milhões no trimestre, alta de 7% em relação ao ano anterior. O Ebitda ajustado também apresentou forte crescimento, somando US$ 207,9 milhões, um salto de 162% frente ao mesmo intervalo de 2024. Esses números reforçam a resiliência operacional da Aura Minerals e sua capacidade de geração de caixa, mesmo em um ambiente de volatilidade cambial e de preços das commodities.
Perspectivas e endividamento
O aumento da dívida líquida, que chegou a US$ 117,6 milhões ao final de dezembro — alta de 84% em relação ao trimestre anterior —, merece atenção dos investidores, pois pode impactar a flexibilidade financeira da companhia nos próximos ciclos. Ainda assim, a decisão de manter a política de dividendos sugere confiança da administração na sustentabilidade do negócio e na continuidade da geração de valor aos acionistas.
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