Movimentação política no Paraná pressiona Ratinho Junior e redesenha cenário eleitoral estadual
A movimentação política no Paraná ganha novos contornos com a possibilidade de uma aliança entre o senador Sergio Moro (União) e o senador Flávio Bolsonaro (PL)
Essa aproximação, caso se concretize, pode alterar significativamente o equilíbrio da disputa pelo governo estadual, elevando a pressão sobre o atual governador Ratinho Junior (PSD) e redesenhando o cenário para as próximas eleições.
Cenário de incertezas e alianças estratégicas
Em meio a um ambiente político ainda indefinido, Sergio Moro mantém firme sua pré-candidatura ao governo do Paraná, classificando-a como “irreversível”, mesmo diante de impasses dentro da federação União-PP. A resistência do presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, ao apoio ao ex-juiz, evidencia as dificuldades de costura partidária. Ainda assim, a eventual aliança com Flávio Bolsonaro pode representar não apenas um reforço eleitoral, mas também uma reaproximação política após o distanciamento ocorrido em 2020.
Nos bastidores, a articulação busca consolidar um palanque oposicionista tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto ao próprio Ratinho Junior, que desponta como possível nome do PSD para a disputa presidencial. Esse movimento pode atrair eleitores insatisfeitos com o governo federal e estadual, ampliando o espectro de apoio a Moro.
PSD avalia alternativas para a sucessão
No campo do PSD, o governador Ratinho Junior sinaliza preferência pelo secretário das Cidades, Guto Silva, para sua sucessão. No entanto, aliados consideram Silva menos competitivo nas pesquisas de intenção de voto. O secretário aposta na continuidade do projeto de governo e na intensificação de agendas políticas para aumentar sua visibilidade.
Outros nomes ganham força dentro do partido, como o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, e o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, ambos melhor posicionados nos levantamentos eleitorais. A eventual saída de Ratinho Junior para disputar a presidência abriria espaço para o vice-governador Darci Piana assumir o Executivo temporariamente, enquanto Curi e Greca são sondados por partidos do Centrão para possíveis composições, inclusive em uma chapa conjunta.
Resistências e articulações em curso
O Progressistas, por meio do deputado federal Ricardo Barros, já sinalizou que não apoiará Sergio Moro, avaliando alternativas como a filiação de Rafael Greca. O ex-prefeito, por sua vez, aguarda a definição interna do PSD antes de tomar uma decisão sobre seu futuro político, enquanto o governador Ratinho Junior ainda considera três nomes para a disputa.
Com alianças em construção e indefinições partidárias, a sucessão no Paraná permanece aberta. O cenário pode ser profundamente impactado por apoios nacionais e articulações de última hora, tornando o tabuleiro político estadual ainda mais dinâmico e imprevisível.
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