Tarifas sobre vinhos e azeites caem, beneficiando importadores e exportadores brasileiros
O acordo comercial recentemente aprovado entre Mercosul e União Europeia promete transformar o cenário das importações no Brasil, com destaque para o setor de vinhos europeus. A decisão do Conselho Europeu, anunciada nesta sexta-feira (9), marca um novo capítulo nas relações econômicas entre os dois blocos, trazendo mudanças significativas nas tarifas e no acesso a produtos importados.
Contexto e impacto imediato
O principal objetivo do acordo é impulsionar o fluxo comercial entre Mercosul e União Europeia, criando oportunidades para consumidores e empresas de ambos os lados do Atlântico. Entre os produtos que devem se beneficiar diretamente das novas regras estão os vinhos franceses, que terão a tarifa de exportação zerada — uma queda expressiva em relação aos atuais 35%. O azeite italiano também entra na lista de beneficiados, com a eliminação da tarifa de 10% que incide hoje sobre o produto.
Além desses, outros itens de consumo diário, como chocolates, laticínios (incluindo queijos e leite em pó) e fórmulas infantis, tendem a chegar ao mercado brasileiro com preços mais competitivos. A expectativa é que a redução de custos estimule o consumo e diversifique a oferta para o consumidor nacional, especialmente em segmentos onde a produção local é limitada.
Oportunidades para exportadores brasileiros
Se, por um lado, os consumidores brasileiros terão acesso facilitado a produtos europeus, por outro, o acordo abre portas para exportadores nacionais, especialmente do agronegócio. Produtos como café, carnes e sucos cítricos, tradicionais nas exportações brasileiras e argentinas, devem ganhar ainda mais espaço nos mercados europeus, fortalecendo a presença do Mercosul no Velho Continente.
Transição gradual e limites regulatórios
Apesar do otimismo, é importante ressaltar que as mudanças não serão imediatas. O acordo prevê um período de transição, com redução escalonada das tarifas ao longo de, em média, oito anos — podendo chegar a 15 anos em alguns casos. Além disso, haverá limites mensais para importações e exportações, e volumes que excederem as cotas estabelecidas estarão sujeitos a taxações adicionais.
Análise e perspectivas
A aprovação do acordo representa um avanço estratégico para a integração econômica entre Mercosul e União Europeia, mas exige atenção dos investidores e do setor produtivo quanto ao cronograma de implementação e aos limites regulatórios. O potencial de barateamento de produtos importados, como vinhos e azeites, pode alterar a dinâmica de consumo no Brasil, ao passo que exportadores nacionais ganham fôlego para ampliar sua atuação internacional.
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