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O Índice Carbono Eficiente (ICO2) está cotado em 3372.44 pontos.
O Índice Carbono Eficiente (ICO2), criado em 2010 pela B3 em parceria com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), é um indicador que reúne empresas comprometidas com a transparência de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) e com práticas de gestão climática. O índice busca incentivar as companhias listadas a adotarem medidas que melhorem a eficiência em suas emissões, contribuindo para a transição para uma economia de baixo carbono.
Em 2025, o ICO2 passou por uma importante atualização metodológica, ampliando o universo de empresas elegíveis e adotando novos critérios de avaliação focados na gestão de emissões.
O ICO2 é um dos principais índices de sustentabilidade da B3, alinhado com a crescente demanda por investimentos ESG (Environmental, Social and Governance). Após a realização da COP30 no Brasil, a mensuração de emissões de carbono consolidou-se como um pilar estratégico de produtividade e governança corporativa.
O índice demonstra que sustentabilidade e crescimento econômico podem caminhar juntos, avaliando as emissões em relação à receita das empresas (intensidade de carbono) e estimulando boas práticas aliadas ao incremento de produtividade.
Empresas que integram o ICO2 tendem a atrair maior interesse de investidores institucionais focados em critérios ESG, além de demonstrarem comprometimento com a agenda climática global.
Pela metodologia atualizada em 2025, o universo de companhias elegíveis tem como base o Índice Brasil Amplo (IBrA). A partir desse universo, as empresas são avaliadas em duas dimensões principais:
Primeira dimensão - Intensidade de Carbono: a empresa deve estar entre as 75% que menos emitem GEE proporcionalmente à receita em seu setor de atuação. Quanto menor o coeficiente de emissão por receita, maior a eficiência ambiental.
Segunda dimensão - Score de Gestão de Emissões (SGEE): a empresa deve apresentar Score de Gestão de Emissões superior à média do seu setor. São avaliadas 10 práticas de gestão climática, incluindo inventário de emissões assegurado por terceiros, definição de metas Net Zero, plano de transição climática, supervisão do tema pelo Conselho de Administração, entre outras. É necessário cumprir no mínimo 4 dessas práticas para entrar na carteira.
O índice é de retorno total, considerando variações de preços e distribuição de proventos. A carteira atual conta com 65 empresas, incluindo instituições que atingiram pontuação máxima em práticas de gestão como Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco, Grupo Natura, Lojas Renner e Engie Brasil.
Investidores podem obter exposição ao ICO2 através do ETF ECOO11 (iShares ICO2), gerido pela BlackRock e disponível na B3 desde 2011. O fundo busca replicar o desempenho do índice, permitindo investir em uma carteira de empresas comprometidas com a agenda climática.
Historicamente, o ICO2 tem apresentado performance superior ao Ibovespa, sugerindo que empresas com boa gestão de emissões tendem a ser mais eficientes e gerar melhores resultados. Para investidores focados em sustentabilidade, o índice oferece uma referência para alocação de recursos em empresas alinhadas com a transição energética.