A Equatorial Energia é uma empresa do setor elétrico, com foco de atuação na distribuição, geração, transmissão e comercialização de energia elétrica. Além destes serviços, a empresa também atua na área de telecomunicações, com sede em Brasília. Para cada segmento, a Equatorial conta com subsidiárias.
No caso da distribuição, a empresa atua por meio da Equatorial Maranhão, Equatorial Pará, Equatorial Alagoas e Equatorial Piauí. Já para transmissão, a holding possui 8 projetos em estágio pré-operacional, além da Intesa – linha de operações que cruza dos estados de Goiás e Tocantins.
Para a geração de energia elétrica, a Equatorial atua por meio da Termoelétrica Geramar. A comercialização é através da Sol Energias e, além do mais, a empresa atua na área de serviços, através das 55 soluções que possui.
A Equatorial Maranhão, possui área de atuação de 332 mil km², representando 3,9% do território brasileiro. Isso significa que, em termos de área de concessão, a empresa é a segunda maior distribuidora de energia do país. Ao todo, são mais de 2,4 milhões de clientes, onde a empresa atende cerca de 7 milhões de habitantes.
Já no Pará, a Equatorial controla a Equatorial Pará, desde 2012. A empresa é a única concessionária de distribuição do estado, com 1.248 mil km² de área de atuação. Em números, a área representa cerca de 14,7% do território brasileiro. Além disso, a empresa paraense possui 2,6 milhões de clientes e atende cerca de 8,2 milhões de habitantes.
A Equatorial Piauí foi adquirida pela Equatorial Energia em 2018 e, desde então, a distribuidora cobre todo o estado em relação à energia elétrica. Com área de concessão de 251 km², a empresa possui 1,2 milhão de consumidores.
Como parte do portfólio de produtos, a Equatorial Energia também atua no segmento de geração por meio da Geramar, onde a empresa possui 25% do controle acionário. A Geramar, de forma geral, é responsável por implantar e operar as usinas termoelétricas de Nova Olinda e Tocantinópolis, ambas em Maranhão.
História da empresa
A história da Equatorial Energia teve início em 1999, quando a empresa ainda era conhecida como Brisk Participações S.A. A princípio, a Companhia foi fundada com o intuito de participar de leilões de privatização, especialmente da CEMAR, a Companhia Energética do Maranhão.
Sendo assim, o surgimento real da Equatorial Energia ocorreu, em 2004, momento em que a Equatorial Maranhão – antiga CEMAR – apresentou problemas financeiros.
Então, o caminho encontrado pela empresa foi negociar com credores um plano de reestruturação da Companhia. Como resultado, a GP Investimentos adquiriu o controle da empresa e implementou o plano de reestruturação no mesmo ano, em 2004.
Em 2006, a empresa abriu IPO, ou seja, passou a ser listada na bolsa de valores brasileira. Um ano depois, em 2007, a Equatorial Energia começou a elaborar um plano de reestruturação baseado em 3 etapas. A primeira delas era referente à transação entre PCP Latin America Power Fund Ltd. E GP Investimentos.
Após a primeira etapa, concluída antes de 2008, a empresa deu início à segunda etapa do plano de reestruturação. Assim, foi incorporada a PCP Energia Participações S.A, pela Equatorial Energia, onde a empresa passou a deter 13% de participação na Light S.A. A incorporação foi aprovada, em fevereiro de 2008, em Assembleia Extraordinária.
Em 2012, a Equatorial Energia adquiriu a Equatorial Pará, por meio de um contrato de compra e venda com os controladores da empresa. No mesmo ano, a Companhia aumentou o capital (follow up) após concluir a operação de serviço. Com isso, as ações da empresa foram precificadas em R$ 16,00, totalizando R$ 1,1 bilhão de recursos líquidos.
Já em 2015, a Squadra Investimentos passou a ser maior acionista da Equatorial energia, com 15% do capital. No mesmo ano, a Companhia colocou 100% das ações em circulação no mercado acionário.
No ano seguinte, em 2016, a Equatorial Energia entrou para o segmento de transmissão. A expansão do portfólio de produtos veio através da compra de 8 lotes de linha de transmissão, realizada após vencer uma disputa no leilão da ANEL. Ao todo, os lotes representam 2,5 quilômetros de linhas de transmissão. Os 8 lotes cobrem, no geral, os estados de Minas Gerais, Bahia, Piauí e Pará.
Em 2017, a empresa adquiriu, da Integração Transmissora de Energia S.A., 51% do capital. Recentemente, em 2018, a Equatorial Energia passou a controlar a Equatorial Piauí, aumentando ainda mais o capital da empresa e a capacitada de produção, bem como de estados alcançados.