Holding - Geração de Energia Elétrica E Iluminação Pública
Sobre a empresa
A Companhia Energética de Brasília (CEB), controlada pelo Grupo CEB, é uma holding originada da antiga Companhia de Eletricidade de Brasília. A empresa possui como foco de atuação a geração e distribuição de energia elétrica no Distrito Federal e região.
A Companhia controla de forma integral as empresas CEB Distribuição, CEB Participação e CEB Geração. Além disso, também possui controle sobre a CEB Lajeado, Energética Corumbá e Corumbá Concessões e é coligada com a BSB Energia e a CEB Gás.
Por meio das controladoras que possui, a Companhia gera energia nas Usinas do Paranoá, na Usina de Queimada e na Termoelétrica de Brasília, bem como na hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães, localizada em Tocantins, e na Corumbá III e IV.
Até 2019, o maior acionista da empresa era o governo do Distrito Federal, que possuía 93,21% das ações ordinárias da Companhia. O segundo maior acionista era o FIA Mystique, gerido pela Vinci Equities.
Sendo assim, os principais produtos da empresa são:
Geração e Distribuição de Energia Elétrica;
Companhia Brasiliense de Gás;
Corumbá Concessões S.A;
Energética Corumbá III S.A;
BSB Energética S.A.
História da empresa
A Companhia Energética de Brasília é uma holding controlada pelo Grupo Empresarial CEB. A origem da empresa advém da antiga Companhia de Eletricidade de Brasília, criada em 16 de dezembro de 1968. Em 1992, depois de uma série de investimentos em novos negócios, a empresa passou a ser denominada Companhia Energética de Brasília.
Em 1993, a empresa obteve a concessão de gás canalizado e, em 1994, recebeu concessão para participar de consórcios de aproveitamento hidrelétrico.
Já em 2006, a empresa passou por uma reestruturação societária, onde concedeu a distribuição de energia elétrica do Distrito Federal, a geração das Usinas do Paranoá, da Termelétrica de Brasília e de geração da Usina de Queimada para as empresas CEB Distribuição, CEB Geração e CEB Participações.
Construção de Brasília
Quando a cidade de Brasília foi construída, ainda sobre a presidência de Juscelino Kubitschek, a principal dúvida em relação à cidade ainda persistia. Afinal, como suprir toda a demanda de energia elétrica da cidade e região, que agora abrigava a nova Capital Federal?
A preocupação era bastante pertinente, já que na região não havia nenhuma fonte de geração de energia elétrica. Além disso, a data para a inauguração de Brasília apavora ainda mais os dirigentes, já que não seria possível instalar uma fonte de energia no local, de forma definitiva, antes da fundação da cidade.
Assim, a alternativa encontrada foi aproveitar a energia da Usina Hidrelétrica de Cachoeira Dourada, que estava em fase de finalização na divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás, a quase 400 km de Brasília. Apesar da boa alternativa, a nova Capital Federal só passou a receber energia dessa usina a partir de 1959.
Dessa forma, antes mesmo que Brasília começasse a receber energia elétrica, foi necessário suprir a demanda de forma provisória. Assim, foram criadas medidas emergenciais, como a aquisição de dois motores diesel-elétricos, a construção de uma usina pequena no Catetinho, dentre outras.
Ao mesmo tempo, outra usina começou a ser construída, a Usina do Paranoá, que só ficaria pronta em 1962. Nesse sentido, a responsável por prestar serviços de eletricidade durante este período foi a NOVACAP, por meio do Departamento da Força e Luz-DFL.
Ou seja, naquela época, o Ministério de Minas e Energia estabeleceu uma norma que determinava outras empresas do setor elétrico a prestar serviços para a nova capital. Assim, como forma de suprir a demanda energética de Brasília, as Centrais Elétricas de Minas Gerais S.A, Centrais Elétricas de Goiás S/A e Companhia Paulista de Força e Luz passaram a fornecer serviços à Brasília.
Criação da CEB
Mesmo após sete anos de fundação de Brasília, os moradores da cidade ainda sofriam com a falta de energia elétrica de forma contínua. Logo, para que o problema fosse solucionado, o Ministério de Minas e Energia criou, em 1967, um Grupo de Trabalho focado em encontrar medidas para solucionar o problema.
Uma das medidas foi a assinatura do documento que dava o primeiro passo para a criação da Companhia de Eletricidade de Brasília – CEB, no dia 16 de dezembro de 1968. A partir disso, o DFL da NOVACAP, que cuidava da demanda energética de Brasília, foi substituído pela Companhia, uma empresa de economia mista, que apresentava mais flexibilidade administrativa e autonomia.
Em relação à área técnica da empresa, a CEB ficou responsável pela expansão e melhoria das redes de distribuição da Companhia. Entre 1975 e 1977, por exemplo, a empresa já era considerada como a mais rentável do Setor Elétrico brasileiro.
No ano seguinte, em 1978, a CEB concluiu um Plano Bienal de iluminação pública, no qual conseguiu atingir a marca de 50 mil pontos de luz em todo o Distrito Federal. Já no final da década de 70, a empresa alcançou a marca de 200 mil consumidores.
Já na década de 80, a CEB passou a investir em subestações de transmissão, onde duas subestações – que já existiam – foram ampliadas e, até o final da década, mais 12 foram construídas. Além disso, a CEB investiu no atendimento ao público e os clientes passaram a dar sugestões, solicitar informações e apontar irregularidades.
Na década de 90, a empresa conseguiu um grande marco com a execução de obras de grande alcance social, como a implantação de infra-estrutura de energia elétrica destinada aos novos assentamentos urbanos localizados no Distrito Federal.
Em 1993, a empresa deixou de ser Companhia de Eletricidade de Brasília para se tornar a Companhia Energética de Brasília, onde passou a criar seus mercados de atuação e ser a distribuidora oficial de eletricidade do DF.